No âmbito da unidade curricular Competências Emocionais, tencionava trabalhar 3 áreas: ansiedade, depressão e esgotamento mental, porém, entre inúmeras opções, destaco a ansiedade. Apesar de, autonomamente, já ter realizado algumas pesquisas sobre o tema, acredito que em contexto curricular consigo adquirir uma perspetiva mais sustentada e fundamentada, além do senso comum.

Neste sentido, gostaria de aprofundar mais o tema porque é uma particularidade minha no sentido em que sou uma pessoa que sofre de ansiedade (Generalizada) com algumas crises vivenciadas, desde o início da minha adolescência. O segundo motivo pelo qual gostaria de aprofundar este assunto  deve-se ao facto de estar cada vez mais presente na nossa sociedade, principalmente, entre os jovens, porém a facilidade com que estes usam o conceito acredito que possa estar a conduzir para uma possível banalização. Ou seja, o que é Ansiedade? Será que todos os jovens que dizem sofrer de Ansiedade sofrem realmente ou será apenas nervosismo e stress tendo em conta o local, o momento e o contexto em que se encontram inseridos?  Será que Ansiedade é algo intrínseco ou é-nos incutido? Pois, atualmente, somos um alvo, incessante, das redes sociais e do sensacionalismo mediático, com uma quantidade exacerbada de informação contraproducente. Então, será que, em efeito bola de neve, tudo isto está a alimentar e a influenciar, negativamente, a forma efémera como vivemos e, por consequência, estamos a perder autocontrolo? Ou será que é mesmo Ansiedade, mas atua com diferente intensidade tendo em conta as diversas características dos indivíduos? São pontos que pretendo explorar pois, por exemplo, no meu caso, o receio destas crises limitam-me, diariamente, a vários níveis, mas o facto de sofrer por antecipação ao pensar que algo de mal poderá vir a acontecer ou está a acontecer chega ao ponto de não conseguir sentir-me confortável em muitos espaços públicos, por vezes, dormir mal e manifesta-se, também, através de sintomas físicos como transpiração excessiva, aceleração cardíaca, inquietação, roer as unhas e balançar as pernas.

Sendo assim, pelas diversas razões mencionadas, gostaria de desenvolver trabalhos de pesquisa relacionados com ansiedade, explorando a forma como atua psicologicamente, o porquê, como se dá e formas de regular\ controlar afim de, também, conhecer-me melhor, superar os meus receios e, se possível, cooperar e ajudar outrem.


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